Wednesday, February 24, 2010

Tuesday, January 26, 2010

A preto e branco

E se a minha vida estivesse num interruptor?
E através dele eu podia decidir: ou a escolho ou parto para o vazio.
Vida ou vazio. Vida ou vazio.

E se a vida estivesse num interruptor?

Eu estaria tão mais feliz. Hoje seria o dia em que eu questionava para que lado querias o teu interruptor. E a decisão seria tua.

Neste momento não quero viver a vida de forma sumarenta, sentir as emoções, viajar nas nuances do dia, do humor, do Sol, de ti. Só quero estar. Quero silêncio. Chhhh... Quero silêncio. Por favor.
Esta não sou eu. Mas sou.

E é neste momento que na minha cabeça mil questões ocorrem. Esta voz!...
Porquê tanto sentir? Porquê tanto cinzento? Quando olho bem à minha volta as coisas são simples. Há o dia e a noite. A verdade e a mentira. O bem e o mal. O riso e o choro. Porquê tão?
Eu quero simples. Hoje quero.
Posso ter um "simples" por favor?


Hoje é um daqueles dias em que (acima de tudo) quero ser uma personagem da Walt Disney e viver despreocupadamente num dos seus contos. Aí as coisas são simples. Há bons. Há maus. É bonito. É feio. Faz Sol ou está a chover. Faz sempre Sol. E é sempre possível. E acaba sempre bem. Para os bons. Gosta ou não gosta. Gosta vão acabar juntos, não gosta vão acabar separados. Porta-se bem, não merece castigo. Eu sou boa e quero que acabe bem.
Posso ter um conto?... por favor

Friday, January 22, 2010

Para ti



São dois braços, são dois braços

servem pra dar um abraço

assim como quarto braços

servem para dar dois abraços


E assim por aí fora

até que quando for a hora

vão ser tantos os abraços

que não vão chegar os braços


Vão ser tantos os abraços

que não vão chegar os braços

prós abraços


Sérgio Godinho